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Homofobia em outdoor

2 de junho de 2009 Deixe um comentário

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Nossa sociedade foi (e queiram ou não, ainda é) construida com base nos valores morais cristãos. Esse fato, é incontestável. Porém, os avanços da tecnologia, ciência e conciência humano estão nos obrigando a repensar muitas coisas que até tempos atrás, tinhamos como verdades absolutas. E é exatamente ai que reside o conflito de idéias.

A imagem acima mostra os anuncios veinculados pela Vinacc na cidade de Campina Grande/Paraíba em 2007, com mensagens que, segundo o então presidente da instituição, eram  de protesto a lei Nª 5003/01 que tornava crime a homofobia.

Meu questionamento aqui fica de duas formas: como se portou o criativo (seja um designer, um funcinário da Vinacc ou da empresa de outdoors) ao fazer essa peça, por mais simples que seja o seu design? E como se portou a empresa que veinculou os cartazes?

Claro que a manifestação da posição da Vinacc é totalmente xiita, extremista e só serve para instigar a população a práticas descriminatórias e segregadoras, porém é quase que “previsível”, posto a que se propoe a entidade. Mas, e quanto ao designer e a empresa que publicou isso? Não seria hora deles mostrarem que, como profissional e empresa do século XXI, não apoiam esse tipo de ação?

De fato, ninguém processará a empresa ou o designer, pois, quem assina a peça é a Vinacc, mas deixo o questionamento:

Até onde nossa ética, como profissional, irá guiar nossas ações? Seremos sempre “operários que apenas executam o trabalho”, sem pensar e refletir sobre suas consequências?

Daniel Campos, 22 anos, estudante do Curso Superior de Tecnologia em Criação e Produção Gráfica, na Universidade Paulista – Campus Swift em Campinas. Este artigo foi escrito para a disciplina Ética e Legislação na Comunicação, lecionada pelo prof. Arnaldo Silva.

A Crise do Mísseis 1962

3 de março de 2009 Deixe um comentário

1962, Guerra Fria. De 12 a 25 de outubro, o mundo inteiro teve seu destino,  as pessoas suas vidas e a de seus filhos nas mãos de 15 pessoas reunidas numa sala em Washington D.C., EUA.

A URSS estava montando silos com mísseis balísticos carregados com ogivas nucleares em Cuba, que fica apenas  a 160 km da Flórida. Tais manobras não foram aceitas pelo governo americano que exigiu a retirada dos mísseis, o que não aconteceu durante esses 13 dias.

Nessas quase duas semanas foi a firmeza, o amor pela vida e o poder de decisão de um homem que manteve a humanidade viva: John F. Kennedy.

O presidente americano com a ajuda imensurável de seu irmão e Procurador-Geral Robert Kennedy e o Assessor Especial Presidencial Kenny O’Donnell, trabalharam incansavelmente para que a crise fosse solucionada sem a III Guerra, algo que os militares incentivaram o presidente a todo tempo. Caso guerra acontecesse, o mundo poderia ser destruído pois seriam usadas armas nucleares.

No filme, não pode ser apontado apenas um monte de clímax, mas sim todo ele, desde o inicio, principalmente nos momentos em que um “sim” ou “não” do presidente poderia iniciar a Hecatombe da Humanidade. Nesses momentos o espectador pode sentir a angústia e o conflito interno do presidente, pois ele tinha consciência que suas ações, que suas decisões mudariam a história do mundo, tanto para o bem quanto para o mal. Não era apenas um jogo de xadrez político, ia muito mais além dos americanos e soviéticos, ali o mundo estava tendo seu destino traçado, principalmente por aquele homem que, mesmo numa situação onde tudo indicava para o lado da guerra ele conseguiu, de maneira magistral e arriscada, equilibrar os interesses do seu país e as vidas do seres humanos.

E nesse contexto de pressão por parte dos militares, da ética por zelar pelas vidas, do juramento de defender a Constituição e o povo americano, do poder de decidir sobre a vida de bilhões de pessoas, John Kennedy conseguiu encontrar o equilíbrio em suas relações para ter o resultado que tanto lhe interessava (e ao mundo também): a paz.

Não quero entrar em questões políticas, militares e tampouco históricas. Meu comentário e destaque vão ao Sr. Presidente que souber ponderar cada um de suas decisões, mesmo com quase tudo dizendo para ir contra seus próprios princípios, ele encontrou o que talvez poucos conseguiram até hoje: uma alternativa para a paz. Algo bastante diferente do que pudemos ver nos oito anos de governo Bush onde, ao contrário do que fez Kennedy, foram dadas desculpas mentirosas para se ter a guerra, para se atacar outros países. Ações antiéticas onde a vida, bem maior da humanidade, foi posta de lado perante interesses econômicos, petrolíferos, políticos e armamentistas, contrariando toda e qualquer ética defendida por John Kennedy em outubro de 1962.

Esse episódio nos ensina que em todas nossas decisões, as questões éticas estarão presentes e que, mesmo sem percebermos, outros caminhos podem ser descobertos e trilhados.

Daniel Campos, 22 anos, estudante do Curso Superior de Tecnologia em Criação e Produção Gráfica, na Universidade Paulista – Campus Swift em Campinas. Este artigo foi escrito para a disciplina Ética e Legislação na Comunicação, lecionada pelo prof. Arnaldo Silva.

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